sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

CORDEL: A CHEGADA DO SEBASTIÃO CHICUTE NO CÉU - Francisco Artur Pinheiro Alves



Ontem á noite eu sonhei
Que o Mestre Bastião
Tinha chegado no céu
Com muita satisfação
E foi recebido por santos
De sua grande devoção

Falo daqueles santos
Que Bastião escreveu
Cordéis e mais cordéis
E muitos deles vendeu
Na sua lida contínua
Que na vida empreendeu

Os santos então fizeram
Questão de lhe receber
O primeiro foi São Pedro
Que veio agradecer
O cordel sobre os  Simãos
Que ele gostou de ler

São João também esteve
Em sua recepção
Agradecendo  o cordel
De sua vida, então
Que ele viu lá na Carqueija
Na capela de São João

Também esteve presente
A nobre Santa Luzia
Que gostou de seu cordel
E de vez enquanto o  lia
Saudando o Sebastião
Perguntou por sua Luzia

Santo Antonio também veio
A ele agradecer
Pelo seu lindo cordel
Que leu com muito prazer
Este verso em sua festa
Lá no Santo Antonio se ler

Um lindo manto de luz
De repente apareceu
Era Nossa Senhora
Que lá do trono seu
Disse pro Sebastião
Gostei do cordel meu


São Francisco também
Fez questão de anunciar
Que estava presente
Para também prestigiar
Pois gostou de seu cordel
E que ia lhe ajudar

São João Bosco chegou
Com muita devoção
Agradeceu o seu verso
Mais novo do panteão
Disse que os salesianos
Iam comprar um montão

Outras pessoas tiveram
Também na recepção
Eu via Luiz Gonzaga
O nosso rei do Baião
Padre Bernardo chegou
E abraçou o Sebastião

A fila era muito grande
De gente pra receber
O mestre Sebastião Chicute
É verdade,  pode crer
Por isso eu decidi
Este verso escrever

Sei que o Sebastião
Com Jesus e Deus está
A saudade é muito grande
Mas devemos suportar
E agradecer a Deus
Por, no mundo ,ele botar

A cultura agradece
Ao grande Sebastião
Por seus versos e seu boi
Pela sua devoção
À cultura popular
Da cidade e do sertão

O Sebastião morreu
Mas sua obra ficou
Vamos continuar o reisado
Como ele ensinou
Vamos ler seus os cordéis
Ele nos recomendou

Adeus mestre Sebastião
Deus contigo vai está
E está também conosco
Devemos acreditar
Viva o mestre  Bastião
E a cultura do Ceará.
























domingo, 1 de fevereiro de 2015

A CONTRIBUIÇÃO DO MESTRE SEBASTIÃO ALVES LOURENÇO - SEBASTIÃO CHICUTE – PARA A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL IMATERIAL

Publicamos um trecho de nosso artigo em homenagem ao mestre Sebastião Chicute, falecido neste dia 01 de fevereiro de 2015


1   O Mestre Sebastião Chicute:

Sebastião Alves Lourenço é filho do agricultor Francisco Lourenço Sobrinho (Chicute)  e Maria Alves dos Santos. Nasceu em Aratuba-Ce em  de abril de 193__. Aprendeu a ler com ajuda de amigos e  sem frequentar a escola. Além de agricultor, foi  comerciante, vereador em Capistrano na década de 1980. Na sua bagagem cultural, acumula as experiencias de coquista, mestre de reisado e cordelista.

1.2  A Alfabetização na Carta de ABC     

       O Mestre Sebastião Chicute descreve o seu grande desafio de aprender a lersem frequentar a escola, a experiência é tão forte que reproduzimos um trecho de seu depoimento sobre o assunto. Diz ele: “ Naquele tempo filho de trabalhador não ia pra escola. tinha que ajudar o pai na lida do roçado. Eu morava na serra, no município de Aratuba. Ajudei meu pai desde criança, trabalhando com no roçado. (...) Então ninguém se importava com escola, só os filhos dos patrões, mesmo assim uns queriam outros não queriam. Quando eu vinha do roçado com meu pai, passava na casa do nosso patrão e eu via os filhos dele estudando, lendo. Eu tinha vontade de aprender a ler. Aí um dia, tinha um passando as férias lá  e me perguntou:  Bastião tu quer aprender a ler? Eu disse , quero. Ele disse: Pois compre uma carta de ABC que eu te ensino. Aí eu comprei a carta de ABC e ele começou a me ensinar . Mas aí ele voltou de férias e eu fiquei lendo na cartilha, soletrando as palavras(...). Nas outras férias ele veio de novo e perguntou: como é que está Bastião? E eu disse, tou indo, to aprendendo. (…) Nesse tempo as pessoas gostavam de ler romance, era assim que se chamava os versos de cordel.(...) Então quando aparecia um romance, uma pessoa que sabia ler lia pros outros. Aí  o pessoal começou a me pedir pra ler.(…) Foi indo foi indo e foi nesse negócio de ler verso que eu aprendi a ler o pouco que sei, ...
O escritor Gilmar de Carvalho, em Mestres da Cultura Tradicional Popular do Ceará, ao abordar sobre o mestre Sebastião Chicute, também relata como se deu  o processo do mestre em estudo, da seguinte forma:” Sebastiao nunca aceitou um destino previamente traçado por um Deus pouco generoso. “Comprou uma carta de ABC” e o filho do patrão, chamado Edílson começou a lhe dar as lições nos fins de semana, nas férias.”(Carvalho 2006: 198,199).
Percebe-se que a leitura de livretos de cordel contribuiu para o mestre aprender a ler, mesmo sem frequentar a escola. O exemplo de alfabetização do Mestre Sebastião Chicute, pode ser levado a muitos jovens e adultos que não tiveram oportunidade de alfabetizar-se na  infância ou na juventude.
      
1.3 O Cordel na Vida de Sebastião Chicute.

       Há no mestre a dimensão poética que se manifesta tento nos glosas emitidas na folia de reis, quando dança ao lado do boi, quanto na literatura de cordel. Em entrevista  a Gilmar de Carvalho, declarou: “Lá vou eu escrever um verso, passo uma noite, passo duas noites, depende do tempo e do dom”. Portanto o Mestre Sebastião Chicute é um poeta popular. Ele mesmo tem afirmado em diversas ocasiões, em diversas circunstâncias, falando de si mesmo: “ um poeta faz assim” ou ao  fazer ou recitar uma glosa, repetir: “é o poeta, é a poesia”, referindo-se á forma de ver as coisas com o olhar de poeta. E o que vem a ser esta figura romântica chamado poeta.  Buscou-se  o conceito de um grande poeta popular cearense, Alberto Porfírio. Para ele  ” poeta é aquele que tudo ama e justifica das coisas a razão de ser considerando tudo natural, divino e necessário. E complementa: ” É ainda o poeta que, desprovido de ambição, despreza a fortuna, e ama o simples, fazendo questão de ser um deles, merecendo, por isso, um protetor, um mecenas que lhe compreenda o valor e o ampare na vida.”(Porfírio, 1978, p31)
Além de cordelista Mestre Sebastião é também mestre de reisado, as duas atividades culturais desenvolvidas, lhe proporcionaram, em 2006, o título de Mestre da Cultura Tradicional Popular do Estado do Ceará.

1.4 Sebastião Chicute: Mestre da Cultura Tradicional Popular do Estado do Ceará

A lei estadual nº13.351 de 22 de agosto de 2003, instituiu o registro dos mestres da
cultura tradicional popular no âmbito de estado do Ceará.  A data de sua publicação, foi cuidadosamente pensada, no dia do folclore. Por outro lado deve-se ressaltar que a referida  lei é uma das decorrências do decreto federal 3.551 de 04 de agosto de 2000, promulgado pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso sendo ministro da Cultura, Francisco Welffort. Este decreto oficializou a inclusão do Patrimônio Imaterial na relação do Patrimônio Cultural Brasileiro. O resultado imediato do decreto foi o desencadeamento de  uma série de ações de valorização do Patrimônio Imaterial no Brasil, sobretudo no primeiro Governo do Presidente Lula, quando esteve à frente da pasta da Cultura, o cantor Gilberto Gil. (Abreu, 2007, p353) O referido decreto também interagia com a educação patrimonial na medida em que muito de suas metas estavam em sintonia com outra legislação no âmbito do Ministério da Educação que eram os PCS – Parâmetro Curriculares Nacionais, que inclui no currículo escolar, no capítulo dos temas transversais, a pluralidade cultural e a valorização do conhecimento do patrimônio étnico brasileiro, na forma da constituição de 1988 (Abreu, 2007, p363)
Por outro lado, o  Estado do Ceará, ao aprovar esta lei, concretizava, em parte uma política de valorização e reconhecimento do patrimônio imaterial intangível reiterado pela 32ª Conferência Geral da UNESCO em 2003. Segundo Nogueira, 2008, “essa reorientação nos critérios de preservação da UNESCO, levou a França a instituir o sistema “tesouros humanos vivos, exemplo que o Ceará vem seguindo parcialmente”
Para o governador do Estado à época, Lúcio Alcântara,  os mestres da cultura  são homens e mulheres que perpetuam artes ancestrais, renovam a memória coletiva com criações contemporâneas e usam variadas linguagens para compor o mosaico da identidade cultural. (Carvalho, 2006: 9). Oswald Barroso em Encontro dos Mestres do Mundo, uma publicação da SECULT, classifica  Mestre como sendo  “um portador ativo de uma tradição”. Aquele que “guarda em seu corpo a memória de um saber coletivo”. Estes saberes de que é portador são “renovados constantemente por outros Mestres e por ele mesmo como ele.” Por tudo isso, o Mestre se inclui dentro do conceito daquilo que ficou estabelecido pela UNESCO como Patrimônio Imaterial. Oswald Barroso em seu ensaio, afirma: “Por isso não apenas seu saber deve ser tratado como patrimônio imaterial de uma cultura, mas também o próprio mestre, a integridade de sua pessoa, deve ser vista como tesouro cultural, patrimônio vivo de seu povo”, conclui Barroso. (SECULT, Encontro dos Mestres, 2008: 51).
                       
2.  A Poesia de Cordel do Mestre Sebastião Chicute
      
       A Literatura de Cordel, enquanto manifestação de caráter popular e imaterial, constitui-se como patrimônio imaterial. O cordelista quando publica seus trabalhos está contribuindo com a difusão de uma literatura de cunho oral, embora escrita, resultado de um manancial que se estende há décadas e séculos, no nordeste brasileiro, como mostram os autores antes e agora citados, como é o caso de Ariano Suassuna,  que afirma: “...a meu ver, a grande importância da literatura popular, para o Brasil, está no fato de que ela constitui uma espécie de “tradição viva”( ...) Tal importância está, aliás, a meu ver, em toda a nossa riquíssima Literatura popular,(...) (Suassuna 2007 p. 251,252.)

De outra parte, analisando o mérito da obra do mestre Sebastião Chicute, percebe-se que ele vai além, trazendo temas que contemplam a educação informal e até mesmo a educação escolar, como os relacionados à história regional, à religiosidade, à preservação da natureza, os chamados “causos”, à política, dentre outros.

sábado, 20 de dezembro de 2014

PE BERNARDO BOURASSA EM FOTOS. estou tentando arranjar fotos do Pe. Bernardo e todas vamos publicar neste blog, para que seus amigos e admiradores tenham acesso e postem outras também. Estas duas é do álbum do casal de Capistrano ZÉ MAIA E MARIA ALICE.

PADRE BERNARDO BOURASSA
Em 2013, se vivo fosse. Pe. Bernardo completaria 100 anos. Ele é um ano mais novo que Luiz Gonzaga, rei do Baião. Pe Bernardo era canadense, vei para o Brasil, após uma temporada no Haiti, no tempo da ditadura de Babi Doch. Chegou ao Brasil em 1964, onde se instalou em Pernambuco, na grande Recife. Em 1968 chegou a Capistrano. O poeta sebastião Chicute narra este episódio, de forma brilhante, com a seguinte estrofe:
No ano de sessenta e oito
Que alguém deve lembrar
Aos onze do m~es de maio
É o que posso afirmar
Padre Bernardo chegou
Com a intenção de ficar
E ficou mesmo, por cerca de 29 anos. Ali fez um trabalho de espiritualidade, ampliou a participação da comunidade no processo de formação pastoral, preocupado com a carência da água devido as secas, construiu sete reservatórios que durante muitos anos beneficiarão a população da cidade, ajudou a muita gente.Como todo ser humano teve suas decisões polêmicas, como a derrubada da igreja vela. Mas no todo foi um grande pastor, como diz Adrianao Francelino,estava sempre  preocupado com a espiritualidade do povo,base de seu trabalho pastoral. também era preocupado com a educação da juventude, procurando ajudar com venda de material escolar barato, a preço de custo etc.
Sua vida era ancorada na moral e na rigidez da formação jesuítica  e numa prática que considero de modelo franciscana. teve uma vida pautada na retidão e na simplicidade, pois apesar de ser filho de uma família muito importante do Canadá, o Dr. Henry Bourassa, do Partido Liberal, deixou tudo lá para se dedicar a Igreja, a Jesus e ao povo, como discípulo de Cristo.
Esta é a tõnica de uma pesquisa que estou fazendo e que pretendo publicar em um livro sobre o PE. BERNARDO.. Que tiver alguma contribuição em informação, documento ou fotografia, será muito bem acolhido. ( na foto abaixo, Pe. Bernardo participa da ordenação de Pe. Giovane Saraiva, no Mazagão em Capistrano)

Prof. Dr. Francisco Artur Pinheiro Alves
DoCurso de História da Universidade Estadual do Ceará
 e do Instituto Calumbi de Educação e Cultura.

sábado, 27 de setembro de 2014

FAIXA DE GAZA: A paz é o caminho



A situação da Faixa de Gaza é preocupante. Um conflito que parece eterno entre judeus e grupos palestinos que ali residem, tende a piorar cada vez mais. Esperava-se que houvesse a possibilidade de diálogo e a construção de um caminho para a paz, com tantas tentativas, tantos eventos em prol deste desiderato, mas não é isso que está acontecendo, pelo contrário as divergências chegaram a tal ponto que mais uma guerra explodiu e desta vez de forma muito mais violenta, sangrenta e mortífera que as anteriores, matando jovens, crianças, idosos e gente de todas as idades.
Do lado palestino a matança é esmagadoramente maior do que do lado judeu, isso por que o exército de Israel é de uma superioridade exponencial em relação aos militantes do Ramas e não tem piedade quando atacam.  Alegam que estão se defendendo dos ataques palestinos. Mas bem que poderiam apenas se defender sem atacar.
Como assim? Utilizando apenas o seu arsenal de baterias antiaéreas  altamente sofisticado, para interceptar os foguetes do Ramas. Assim o mundo inteiro iria entender que Israel estava apenas se defendendo  passaria a condenar o belicismo do Ramas. Ou seja, se Israel assim procedesse estaria reagindo a partir de um parâmetro  racional de não violência, dentro do conceito “gandhiano” de  luta, renunciando à violência.
Mas não é o que se ver e parece impossível acontecer, a não ser por u milagre divino. Israel não se contenta em se defender, apenas interceptando os tais  foguetes do grupo  Ramas, parte para o ataque, usando a estratégia de que a melhor defesa é o ataque.
Estrategicamente o Ramas, inserido em uma região densamente povoada, instala os seus  postos bélicos no meio destes espaços povoados e dizem até que junto a escolas, hospitais e outros espaços sociais. Não se sabe até que ponto isso é verdade, pois na guerra a verdade é a primeira e grande vítima. Resultado: os bombardeios aéreos e terrestres de Israel atingem os seus alvos e o que está na sua periferia, matando centenas de civis.
Apear das baixas de Israel serem infinitamente inferiores à dos palestinos, pela sua superioridade militar, não se pode esquecer que são vidas de jovens que tombam de forma prematura, por causa da intolerância  dos seus líderes  que não cedem um milímetro de suas estratégias militaristas .
Portanto, o conflito entre Israel e da Palestina incluindo o grupo palestino do Ramas é algo muito sinuoso, difícil de defender  um lado, a não ser o lado da paz no qual ambas as partes renunciam à guerra e passam a tratar suas profundas divergências através do diálogo.  Só há um a possibilidade de haver paz é quando ambas as partes resolverem  respeitarem-se mutuamente, cada um reconhecendo o direito de existência do outro, algo que está difícil de acontecer e que o ódio disseminado nos recentes combates e mortes resultantes destes, é algo improvável de ocorrer a curto e a médio prazos.

Resta pedirmos a Deus para abrandar os corações de todos os protagonistas deste teatro  belicoso e devastador de vidas, rogando que convençam-se de que a paz é o único caminho que lhes resta ,ainda que todas as teorias militaristas digam o contrário.
Artigo escrito em 27/07/2014
Prof. Francisco Artur Pinheiro Alves do curso de História da UECE
Artur.uece@yahoo.com.br

GREVE NA UECE: Está na hora de fazermos um plebiscito antes de decretarmos uma greve.

GREVE DA UECE: PLEBISCITO JÀ
A decisão da última assembléia dos professores da UECE de entrar em greve imediatamente, foi tomada por cerca de 71 professores dos 106 presentes à assembléia. Como resultado da assembléia pode-se argumentar que foi a maioria quem decidiu, mas em relação ao conjunto dos professores da UECE, representa um contingente de menos de 10% da categoria. Isto pode levantar um questionamento, inclusive do governo, de que a  greve é ilegal, pois não foi decidida pela maioria do conjunto dos professores. Pode também suscitar dúvidas entre os professores e ser motivo de não adesão ao movimento.
Para que a decisão de uma greve seja realmente legítima é preciso que toda a categoria seja consultada e possa se manifestar: Votando a favor, contra ou se abstendo. Como fazer isso? Para mim só através de um plebiscito, como ocorre na UFC atualmente.
Um plebiscito, todos os professores teriam oportunidade de, no seu colegiado, centro ou faculdade, dar o seu voto, longe de pressões, como deve ser toda e qualquer consulta popular. O plebiscito é uma das  formas de democracia direta defendida por vários partidos políticos e de setores do movimento social. Após as manifestações de julho de 2013 o governo federal apresentou uma proposta de reforma política aprovada em plebiscito. O plebiscito é defendido por setores de vanguarda da política nacional e internacional. Por que não ser exercido por uma categoria profissional? Entendo que seria esta uma forma mais democrática e legítima para as decisões de grande  interesse dos professores e da sociedade cearense, como é o caso de se decretar uma greve numa universidade pública.
Esta é a proposta que faço aos colegas professores e a diretoria do sindicato da UECE, uma vez que sou daqueles que não sinto legitimidade em uma decisão tomada por um número bem inferior ao contingente de nossos professores.
Fica aí a minha proposta como contribuição ao debate, para ser avaliada, discutida, principalmente enriquecida  e criticada pelo conjunto de colegas de nossa universidade e pelo nosso colendo e bravo órgão de representação sindical o SINDUECE. Se nós aprovarmos uma fórmula de plebiscito para decisões tão importantes como a decretação de uma greve, seremos referência para os nossos funcionários, estudantes da UECE e de nossas co-irmãs UVA E URCA e ninguém poderá questionar a legitimidade de nossa decisão.

PROF. FRANCISCO ARTUR PINHEIRO ALVES
COORDENADOR DO CURSO DE HISTÓRIA – CH

Artur.pinheiro@uece.br