PADRE BERNARDO BOURASSA
Em 2013, se vivo fosse. Pe. Bernardo completaria 100 anos. Ele é um ano mais novo que Luiz Gonzaga, rei do Baião. Pe Bernardo era canadense, vei para o Brasil, após uma temporada no Haiti, no tempo da ditadura de Babi Doch. Chegou ao Brasil em 1964, onde se instalou em Pernambuco, na grande Recife. Em 1968 chegou a Capistrano. O poeta sebastião Chicute narra este episódio, de forma brilhante, com a seguinte estrofe:
No ano de sessenta e oito
Que alguém deve lembrar
Aos onze do m~es de maio
É o que posso afirmar
Padre Bernardo chegou
Com a intenção de ficar
E ficou mesmo, por cerca de 29 anos. Ali fez um trabalho de espiritualidade, ampliou a participação da comunidade no processo de formação pastoral, preocupado com a carência da água devido as secas, construiu sete reservatórios que durante muitos anos beneficiarão a população da cidade, ajudou a muita gente.Como todo ser humano teve suas decisões polêmicas, como a derrubada da igreja vela. Mas no todo foi um grande pastor, como diz Adrianao Francelino,estava sempre preocupado com a espiritualidade do povo,base de seu trabalho pastoral. também era preocupado com a educação da juventude, procurando ajudar com venda de material escolar barato, a preço de custo etc.
Sua vida era ancorada na moral e na rigidez da formação jesuítica e numa prática que considero de modelo franciscana. teve uma vida pautada na retidão e na simplicidade, pois apesar de ser filho de uma família muito importante do Canadá, o Dr. Henry Bourassa, do Partido Liberal, deixou tudo lá para se dedicar a Igreja, a Jesus e ao povo, como discípulo de Cristo.
Esta é a tõnica de uma pesquisa que estou fazendo e que pretendo publicar em um livro sobre o PE. BERNARDO.. Que tiver alguma contribuição em informação, documento ou fotografia, será muito bem acolhido. ( na foto abaixo, Pe. Bernardo participa da ordenação de Pe. Giovane Saraiva, no Mazagão em Capistrano)
Prof. Dr. Francisco Artur Pinheiro Alves
DoCurso de História da Universidade Estadual do Ceará
e do Instituto Calumbi de Educação e Cultura.
sábado, 20 de dezembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
FAIXA DE GAZA: A paz é o caminho
A situação da Faixa de Gaza é preocupante. Um
conflito que parece eterno entre judeus e grupos palestinos que ali residem,
tende a piorar cada vez mais. Esperava-se que houvesse a possibilidade de
diálogo e a construção de um caminho para a paz, com tantas tentativas, tantos
eventos em prol deste desiderato, mas não é isso que está acontecendo, pelo
contrário as divergências chegaram a tal ponto que mais uma guerra explodiu e
desta vez de forma muito mais violenta, sangrenta e mortífera que as
anteriores, matando jovens, crianças, idosos e gente de todas as idades.
Do lado palestino a matança é esmagadoramente maior
do que do lado judeu, isso por que o exército de Israel é de uma superioridade
exponencial em relação aos militantes do Ramas e não tem piedade quando
atacam. Alegam que estão se defendendo dos
ataques palestinos. Mas bem que poderiam apenas se defender sem atacar.
Como assim? Utilizando apenas o seu arsenal de
baterias antiaéreas altamente
sofisticado, para interceptar os foguetes do Ramas. Assim o mundo inteiro iria
entender que Israel estava apenas se defendendo
passaria a condenar o belicismo do Ramas. Ou seja, se Israel assim procedesse
estaria reagindo a partir de um parâmetro
racional de não violência, dentro do conceito “gandhiano” de luta, renunciando à violência.
Mas não é o que se ver e parece impossível
acontecer, a não ser por u milagre divino. Israel não se contenta em se
defender, apenas interceptando os tais foguetes do grupo Ramas, parte para o ataque, usando a
estratégia de que a melhor defesa é o ataque.
Estrategicamente o Ramas, inserido em uma região densamente povoada,
instala os seus postos bélicos no meio
destes espaços povoados e dizem até que junto a escolas, hospitais e outros
espaços sociais. Não se sabe até que ponto isso é verdade, pois na guerra a
verdade é a primeira e grande vítima. Resultado: os bombardeios aéreos e
terrestres de Israel atingem os seus alvos e o que está na sua periferia,
matando centenas de civis.
Apear das baixas de Israel serem infinitamente
inferiores à dos palestinos, pela sua superioridade militar, não se pode
esquecer que são vidas de jovens que tombam de forma prematura, por causa da
intolerância dos seus líderes que não cedem um milímetro de suas
estratégias militaristas .
Portanto, o conflito entre Israel e da Palestina
incluindo o grupo palestino do Ramas é algo muito sinuoso, difícil de defender um lado, a não ser o lado da paz no qual ambas
as partes renunciam à guerra e passam a tratar suas profundas divergências
através do diálogo. Só há um a
possibilidade de haver paz é quando ambas as partes resolverem respeitarem-se mutuamente, cada um
reconhecendo o direito de existência do outro, algo que está difícil de
acontecer e que o ódio disseminado nos recentes combates e mortes resultantes
destes, é algo improvável de ocorrer a curto e a médio prazos.
Resta pedirmos a Deus para abrandar os corações de
todos os protagonistas deste teatro
belicoso e devastador de vidas, rogando que convençam-se de que a paz é
o único caminho que lhes resta ,ainda que todas as teorias militaristas digam o
contrário.
Artigo escrito em 27/07/2014
Prof. Francisco Artur Pinheiro Alves do curso de História da UECE
Artur.uece@yahoo.com.br
GREVE NA UECE: Está na hora de fazermos um plebiscito antes de decretarmos uma greve.
GREVE DA UECE:
PLEBISCITO JÀ
A decisão da última assembléia dos professores da UECE de
entrar em greve imediatamente, foi tomada por cerca de 71 professores dos 106
presentes à assembléia. Como resultado da assembléia pode-se argumentar que foi
a maioria quem decidiu, mas em relação ao conjunto dos professores da UECE,
representa um contingente de menos de 10% da categoria. Isto pode levantar um
questionamento, inclusive do governo, de que a
greve é ilegal, pois não foi decidida pela maioria do conjunto dos
professores. Pode também suscitar dúvidas entre os professores e ser motivo de
não adesão ao movimento.
Para que a decisão de uma greve seja realmente legítima é
preciso que toda a categoria seja consultada e possa se manifestar: Votando a
favor, contra ou se abstendo. Como fazer isso? Para mim só através de um
plebiscito, como ocorre na UFC atualmente.
Um plebiscito, todos os professores teriam oportunidade de,
no seu colegiado, centro ou faculdade, dar o seu voto, longe de pressões, como
deve ser toda e qualquer consulta popular. O plebiscito é uma das formas de democracia direta defendida por
vários partidos políticos e de setores do movimento social. Após as
manifestações de julho de 2013 o governo federal apresentou uma proposta de
reforma política aprovada em plebiscito. O plebiscito é defendido por setores
de vanguarda da política nacional e internacional. Por que não ser exercido por
uma categoria profissional? Entendo que seria esta uma forma mais democrática e
legítima para as decisões de grande
interesse dos professores e da sociedade cearense, como é o caso de se
decretar uma greve numa universidade pública.
Esta é a proposta que faço aos colegas professores e a diretoria
do sindicato da UECE, uma vez que sou daqueles que não sinto legitimidade em
uma decisão tomada por um número bem inferior ao contingente de nossos
professores.
Fica aí a minha proposta como contribuição ao debate, para
ser avaliada, discutida, principalmente enriquecida e criticada pelo conjunto de colegas de nossa
universidade e pelo nosso colendo e bravo órgão de representação sindical o
SINDUECE. Se nós aprovarmos uma fórmula de plebiscito para decisões tão
importantes como a decretação de uma greve, seremos referência para os nossos
funcionários, estudantes da UECE e de nossas co-irmãs UVA E URCA e ninguém
poderá questionar a legitimidade de nossa decisão.
PROF. FRANCISCO ARTUR PINHEIRO ALVES
COORDENADOR DO CURSO DE HISTÓRIA – CH
Artur.pinheiro@uece.br
terça-feira, 23 de setembro de 2014
PISO SALARIAL AGORA JÁ É REALIDADE!!! EXECUÇÃO NOS TERMOS DEFINIDOS PELO STF: DIGA NÃO AO PESSIMISMO E AO PÂNICO!!!
PISO SALARIAL AGORA JÁ É REALIDADE!!! EXECUÇÃO NOS TERMOS DEFINIDOS PELO STF: DIGA NÃO AO PESSIMISMO E AO PÂNICO!!!: EDIÇÃO DE HOJE, SEXTA FEIRA, DIA 19 DE SETEMBRO DE 2014 QUERIDOS AMIGOS, QUERIDAS AMIGAS ESTAMOS DISTANTE DE FORTALEZA E AS CONDIÇÕES...
sexta-feira, 25 de julho de 2014
LANÇAMENTO DE LIVRO EM CARQUEIJA - DIOCESE
Neste sábado dia 19 de julho o prof. Artur Pinheiro lançou seu livro na casa grande onde o projeto que o mesmo analisa, foi sede na década de 1960. estiveram presentes vários participantes do projeto, dentre ele(a)s destacamos:
A professora LOURDENISE PINHEIRO ALVES, primeira presidente do CLUBE DE MA~ES e primeira diretora da escola;
CLEIDE SANTOS CUSTÓDIO, também membro do clube de mães e participante ativa do projeto
DOMINGOS SÁVIO PINHEIRO ALVES - SASSÁ - professor da escola radiofônica do MEB à ´poca do projeto;
MANOEL RUFINO, membro do projeto e uma das lideranças locais;
O mestre da cultura de Capistrano SEABASTIÃO ALVES LOURENÇO;
O professor PEDRO JORGE PINHEIRO ALVES e mais dezenas de pessoas que compareceram para relembrar o fato histórico e prestigiar o lançamento do livro
RELEASE DO LIVRO
A professora LOURDENISE PINHEIRO ALVES, primeira presidente do CLUBE DE MA~ES e primeira diretora da escola;
CLEIDE SANTOS CUSTÓDIO, também membro do clube de mães e participante ativa do projeto
DOMINGOS SÁVIO PINHEIRO ALVES - SASSÁ - professor da escola radiofônica do MEB à ´poca do projeto;
MANOEL RUFINO, membro do projeto e uma das lideranças locais;
O mestre da cultura de Capistrano SEABASTIÃO ALVES LOURENÇO;
O professor PEDRO JORGE PINHEIRO ALVES e mais dezenas de pessoas que compareceram para relembrar o fato histórico e prestigiar o lançamento do livro
RELEASE DO LIVRO
PROJETO CARQUEIIJA: uma experiência de educação
popular e reforma agrária da Igreja Católica. O livro é o resultado de minha Dissertação de Mestrado, na FACULDADE DE
EDUCAÇÃO DA UFC. TRATA DE RESGATAR A EXPERIÊNCIA DA Arquidiocese DE FORTALEZA
EM UMA FAZENDA DE SUA PROPRIEDADE, a época, na localidade de Carqueija em
Capistrano, no bispado de Dom José de Medeiros Delgado. Dom Delgado como bispo
que teve a experiencia do CONCÍLIO VATICANO SEGUNDO, percebeu a oportunidade de
desenvolver um trabalho comunitário, de educação popular e de reforma agrária,
na prática, com as terras pertencentes à Igreja. A fazenda foi uma doação do
fazendeiro PIERRE AON, que não tinha filhos e deixou suas propriedades para a
Igreja. Para desenvolver o projeto, Dom Delgado procurou o apoio da ANCAR-CE,
da Universidade Federal do Ceará, através da FACULDADE DE AGRONOMIA da UFC que
indicou o engenheiro agrônomo RAIMUNDO HOLANDA FARIAS, como coordenador, e com a própria estrutura da Igreja através
da Cáritas Diocesana, deu andamento ao projeto. Vários grupos comunitários
foram criados: O clube de Mães, a Cooperativa Agrícola, A SAPEL, empresa
agropecuária, o Clube quatro S, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais ESCOLAS
REUNIDAS, ESCOLAS NOTURNAS DO MEB – Movimento de Educação de Base da CNBB. Tudo
funcionava em conjunto. Foi uma verdadeira "revolução" na comunidade.
Com as dificuldades de continuar o projeto, dada a sua abrangência, algumas
atividades passaram para o domínio da prefeitura de Capistrano, como foi o caso
da Escola, outras continuaram com o acompanhamento da paróquia o Sindicato
mudou-se para Capistrano e ainda hoje existe, e outras foram encerradas. A
terra foi doada aos moradores, configurando-se na reforma agrária, na prática.
esta última fase já na gestão de DOM ALUÍSIO. Como ex-aluno da escola e membro
do Clube quatro S, com idade entre 10 e 13 anos, fui protagonista dessa linda
história. Quando cheguei no mestrado, na disciplina de Educação Popular, com a
professora Maria Nobre Damasceno, fazer esta pesquisa, sob a orientação do
prof. Dr. ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA MACHADO. Agora, depois de quase 20 anos
resolvi publicá-la E fiz através da Editora Bagagem e do Instituto Calumbi de
Educação e Cultura.
DADOS TÉCNICOS DO LIVRO:
Título:
PROJETO CARQUEIJA uma experiência de educação popular e reforma agrária da
Igreja Católica – STI
Autor:
FRANCISCO ARTUR PINHEIRO ALVES
Bagagem
Editora – Campina Grande-Pb
ISBN:
987-85-89254-55-7
113
páginas
Preço unitário: R$ 20,00
Vendas com
o próprio autor
DADOS DO AUTOR:
FRANCISCO ARTUR PINHEIRO ALVES
Contatos: 8853 0277 – 9164 8506 – 3484 0997
E-mail: arturpin@yahoo.com.br
domingo, 25 de maio de 2014
salão comunitário
Convocamos a todos os nossos amigos e em especial os descendentes da CARQUEIJA DOS ALVES que estão em vários locais do país, para colaborarem com a campanha de construção do SALÃO COMUNITÁRIO DA LOCALIDADE, ao lado da capela de SÃO JOÃO BATISTA. Faça a sua doação. Ajude-nos a preserva o patrimônio material e imaterial de nossa comunidade. Esta construção fica do lado esquerdo da capela que está na foto.
domingo, 18 de maio de 2014
FESTA DE SÃO JOÃO BATISTA 2014
O Prof. Pedro Jorge comunica que já estão em curso os preparativos da FESTA DE SÃO JOÃO BATISTA de 2014, na Carqueija dos Alves em Capistrano. Oss festejo terão a ampla participação de outras comunidades, a cada noite uma, duas ou até três comunidades estarão presentes e responderão pela animação. Dentre os objetivos dos festejos de São João Batista destacamos dois: A pregação da Palavra e a unidade dos irmãos e irmãs da comunidade e de comunidades adjacentes, na busca de fortalecer os laços de fraternidade cristã.
Para nós que fazemos a REVISTA CAPISTRANO EM FOCO, é importante também destacar o caráter cultural e histórico da celebrações das destas de padroeiro. No caso de São João em Carqueija dos Alves, a festa remonta aos anos de 1933 pelo casal Pedro e Raquel Alves. A tradição de São
João veio da comunidade de Negreiros no Canindé, berço da família Alves. A decisão de construir a capela foi de Raquel Alves, após alcançar uma graça: a cura de seu esposo Pedro Alves de uma depressão.
Resta-nos convidar a todos e a todas para participar dos festejos de nosso padroeiro que começam dia 14 de junho com o hasteamento da bandeira e termina dia 24 com a Santa Missa.
Para nós que fazemos a REVISTA CAPISTRANO EM FOCO, é importante também destacar o caráter cultural e histórico da celebrações das destas de padroeiro. No caso de São João em Carqueija dos Alves, a festa remonta aos anos de 1933 pelo casal Pedro e Raquel Alves. A tradição de São
João veio da comunidade de Negreiros no Canindé, berço da família Alves. A decisão de construir a capela foi de Raquel Alves, após alcançar uma graça: a cura de seu esposo Pedro Alves de uma depressão.
Resta-nos convidar a todos e a todas para participar dos festejos de nosso padroeiro que começam dia 14 de junho com o hasteamento da bandeira e termina dia 24 com a Santa Missa.
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